Todos os gestos de um equilibrista articulado,
por mais ereta e objetiva que fosse sua intenção,
sucumbiu ao desequilíbrio do próximo passo improvisado,
Surgindo assim a mais sublime invenção.
Nobre pobre,
palhaço esnobe,
Enfim brotou gênio de cobre.
Tropeça e cai desengonçado,
Enfim nasceu gênio Arlequim dourado.
Poeta bobo, faceiro, amante,
Diz pra mim,
Seu aprendiz ignorante...
A arte não esta no acerto,
E sim no gesto errante!
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