Lei de Direitos Autorais

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

A "DANÇA" DO AMANTE

Eu canto pra lua,
e me encanto com ela.
Envolveu me da dança,
Enrolou me nas curvas,
Afogou me nas magoas inconsciente do mar,
e de um encanto azulado me fez despertar.
Contou me segredos,
"Ao meu lado será imortal"...
Mal sabia que aquilo era só carnaval.
Mostrou me uma orquestra,
uma melodia suave, ardente, dançante,
Violino, guitarra, tinha até berimbau!
Mas no fim da sua dança,
cheia de vida, de cores, de arte...
Sussurrou no meu ouvido.
Você é minha sombra.
Você é minha morte.

Ricardo Ramory

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CASA DE ILUSÕES

Os "fantasmas" dormem na caixa de brinquedos.
A mesma caixa que fez de mim o que sou hoje.
Uma casa de ilusões onde a realidade é só um sonho.

Ricardo Ramory

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DEUSA DO AMOR

...E de repente,
as palavras pareciam vir do céu.
Vibrei de um jeito estranho,
era tudo diferente.
Cores dissemelhantes,
amarelo com jasmim,
vermelho com sussurros,
Violeta com baunilha, 
misturavam-se com uma risada de criança em um jardim de algodão.
Não quero mais dormir,
e muito menos acordar.
Sorrir que nem criança,
ver cores que nunca imaginei.
Sensações que me despertam
a ausência delas no preto,
com todas elas no branco.
Pela manhã sentindo o silêncio dos seus olhos.
lágrimas, saliva, pelo na pele, suor...
Forte era cheiro que sentia,
por mais cacau que colocasse,
por mais macia sua mão que me tocasse.
O som que vinha dela me tocava,
tocando o coração com notas do olímpo.
Que Deusa era essa... 
Era nada perto de tudo que tinha.
Era ela. Acredite!
O amor numa ciranda.
Minha amiga eterna amada,
Minha vida Alessandra.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

RÉU CONFESSO


Para tentar corrigir uma certa dislexia que me atormenta, talvez para extrair um fantasma acorrentado, ou provavelmente por nada e simplesmente por algum sentimento entorpecido...
O fato é que convidei todos para entrar deixando suas pegadas no meu jardim, descalços em um chão de delírios e suas sombras na minha lúdica caixa... Agora que me vejo em você, cúmplices da nossa  irônica  hipocrisia posso confessar.
O inconsciente é minha esfera armilar que mnemonicamente me faz recordar...
De  maneira aguda sou atirado para fora de mim e por um momento me  esqueço de acordar. Mas agora vejo!
Tenho  quase  certeza  que  ali existia uma ponte e que eu estava lá.
Me  reconheci  em você. 
Minha visão  estava   turva, suava frio e o medo agora  era real.
Meus olhos mergulharam em águas estranhas, mas a sombra me deu a certeza de estarmos juntos e de que  juntos  poderíamos atravessa -la.
Uma  certa sensação que  covardemente  apelidei  de  coragem,  tomou  conta  da  minha  natureza e   toda  aquela  soberba  envaidecida  e solidificada  de outrora, derretia  sobre  meus  pés, e pela milésima vez, mas com a sensação de um inviolado, me vi bicho, verme e implorei  por suas  pegadas.
Que  o  instinto humano ceda, é natural,  mas agora quebrar minhas verdades,  transgredir minhas próprias  razoes  daquilo que estava oculto  e  enxergar  em  pedaços… Do avesso me torno verso e minha Iris o inverso.
Terá  agora somente  uma  vontade  cega e uma tendência obscura de ser.
Meu coração triunfa com menos culpa por simplesmente compreender o que antes era distante e que pude libertar o prisioneiro. Jamais saberá ser superior a partir de agora, e no entanto,  livre para atingir o inatingível com minha própria pena. 
Hoje  celebro a minha passagem pelo limbo e expresso com clareza onde  minha  alma  virtuosamente  desejou  estar.
A   dor da força cósmica me abraça e o medo de me tornar algo, talvez a  orgia das idéias, ainda me assuste por não saber ao certo onde vai me levar. Talvez a certeza de ser carbono em estado bruto revitalize tua alma e me possa mostrar o caminho dessa verdade  incerta, ou viver na utopia, um lugar perfeito, harmônico e sem conflitos, onde o conceito de viver faça algum sentido em minhas artérias... Mas tudo começaria de novo com o claro lunar e na primeira oportunidade mancharia o mar com o sangue de meu genitor e certamente seguiria a minha mãe natureza a espera deVenus.
Agora que eu enxergo o rastro deixado por ela, sigo meu incerto caminho.
Realmente não a como fugir,  e me rendo aos seus encantos, doce vida que me leva em teu ciclo sem fim fazendo de mim um eterno recomeço. E recomeço aquecendo todas as manhãs meu magma adormecido.
Me lembro antes mesmo dos meus caninos, a importância da escuridão. E como foi essencial fixar minha alma naquela chama para  dialogar com minha sombra.
Você  fez tudo perfeito para que me tornasse aquilo que hoje um dia serei, e me usou  para expressar a grandiosidade de sua plenitude.
Posso parar o tempo agora! … Durante muito tempo habitei dentro da sua cabeça, vivendo seus sentidos, hoje descubro que sou gente, que sou indivíduo.


domingo, 9 de outubro de 2011

UMA CARTA DE AMOR

Eu não sinto tanto sua falta.
Tenho você integra, em tempo integral,
Talvez em um tempo que nunca existiu...
Você me ensinou que sua complexidade
é pura, simples e imortal.
Basta te imaginar.
Não importa a distancia,
Tua felicidade é minha importância.
A única coisa que me mata é sua tristeza...
Muitas coisas me faz pensar em outras tantas e me distancio.

Te quero, logo te tenho.
Te desejo, logo me realizo.
Te faço feliz, me sinto feliz.
Te faço bem, se bem você me faz.
Se bem esta, bem me quer...
Se é simples é puro.
Se é puro é verdadeiro.
Se é verdadeiro é pra sempre,
Se é para sempre é a Deus.
Se é a Deus é Amor.
Então pra mim, 
Sem tu mingua,
Sem ti minguante,
Se for a Deus, pode ser distante...
Mas é também Amor!



Ricardo Ramory


 






sábado, 8 de outubro de 2011

UMA OBRA "DESBRAVADA"



Sentimentos e sensações distorcidas, por muitas vezes acabou corroendo minha própria essência, e por consequência sem enxergar direito me precipitei... 


Por querer desbravar o mundo, sem ainda ter maturidade para tal façanha,
aquele tronco magoei, lindos galhos fraturei, e muitas folhas arranquei tirando daquele singelo forte corpo a sombra que um dia me faria descansar e seguir em frente.
No silencio pude perceber que para desbravar,  primeiro seria necessário contemplar. 
Ainda sem saber, mas agora ouvindo os ruídos da vida...
Uma obra de arte  já “desbravada” não teria que ser somente contemplada?
Contemplando  pude perceber que não tinha o direito de interferir  naquele quadro já com traços tão bem acabados, Absorver  tamanha beleza agora fazia parte da minha natureza.




Ricardo Ramory

terça-feira, 4 de outubro de 2011

AQUARELA DA VERDADE

A loucura é a tinta.
O pincel o bom senso.
O quadro é a vida.
A liberdade é o dom.
O artista é voce.
E Deus o espectador.
Use todos os tons de loucura, com um bom senso apurado e coloque a vida no melhor lugar.
Com o dom que Deus te deu comece a criar,
Porque Deus é tudo aquilo que pode tocar. 

Ricardo Ramory